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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Os 6 meses seguintes...

Dia 12 de Dezembro, fez 6 meses que meu companheiro de 3 anos e meio se foi.
Tom, meu querido peludo. Lembro como se fosse hoje, fui até a PUC dia 15 de Dezembro buscar o pequeno filhote de 3 meses. Ele era minúsculo e cabia na palma da minha mão. Coloquei ele dentro do carro e fui até o trabalho da minha levar ele toda feliz. Como gatos não gostam de andar de carro, ele estava perturbadíssimo, andava pelo carro igual um desesperado.
Chegando no trabalho da minha mãe, fiquei ali, só observando-o. Ele estava assustando com o lugar, com a pessoas, sem saber onde estava e pq não via sua mãe e seus irmãos.
Hora de ir embora, chegamos em casa e ele simplesmente se alojou em baixo da mesa e não saia por nda.
O tempo vai se passando, vc se apega mais e mais ao seu novo companheiro. Ele vai crescendo, minha mãe vai se acostumando com a idéia de ter um gato em casa. Sempre ficava p*** da cara ao ver ele subindo pelas cortinas ou arranhando o sofá, mais foi apenas uma fase de bebezinhos.
Depois de um ano, ela já até deixa ele subir em seu colo. Vamos cada vez mais pegando amor a ele.
Teve um ano, que tds em casa foram viajar para o carnaval e o Tom ficou sozinho em casa por 3 dias. Minha mãe contou que quando eles voltaram, ele estava sentadinho na janela a nossa nossa espera, ela disse que sentiu um aperto no coração ao ver ele. Mais ele simplesmente ficou alegre em ter gente novamente em casa. Ele não sai de perto.
Quando eu voltei, 5 dias depois...ele só ficava se roçando nas minhas pernas.
Em Dezembro do ano passado, nós nos mudamos e é claro que ele ficou td perturbado, andar de carro, casa nova, lugar novo...ele se escondia dentro dos armários, debaixo da cama, debaixo do travesseiro, ele até tinha medo de ir até a sala...hehe
Mais com o tempo, ele foi se acostumando.
Mais um fatalidade tomou conta da gente no dia 12 de Junho desse ano.
Gatos gostam de ir até a janela e se aventurar, pois bem, foi exatamente isso que ele foi fazer. Mais como aqui no 7° andar venta mais, ele acabou caindo.
Ele ainda esperou meu pai achar ele la na garagem, deitadinho de baixo de um carro.
Meu pai levou ele no hospital para animais e sobreviveu mais umas 4h, mais não aguentou e faleceu.
Já se passarem 6 meses, mais é como se ele estivesse aqui ainda, tem pelos dele, ouço miados..
é uma dor muito grande, pois nos apegamos muito. Faz parte da família.
Termino meu post hoje homenageando meu querido Tom..meu Tonzinho!!..
Amarei vc para sempre...vc faz muita falta para mim.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma lição de vida...

Essa semana, minha OBATIAN (vó em japonês) completou 96 anos de vida. Sim, 96 anos de uma vida dura e batalhadora que teve. Ela veio muito nova para o Brasil, na época muitos japoneses estavam imigrando para o Brasil em busca de uma vida melhor. Foram alguns anos de muita batalha para aprender o indioma e poder trabalhar para ter uma forma de sustento.
Dona Maria, casou muito cedo, mais também ficou viúva muito cedo. Viúva com filhos para criar, sofreu um bocado para poder sustenta-los. Alguns anos depois, conheceu meu ODITIAN (vô em japonês), que por sua vez, também era viúvo e também tinha filhos. Os dois casaram, criaram os filhos e tiveram mais alguns, totalizando 15 filhos (ufa!!! haja folego)
Como nessa época Curitiba era mais matagal do que sei la oq, tdos tinham que andar kilometros para poder ir ao mercado e escola.
Os tempos vão passando, a cidade evolindo e as 15 crianças também. Alguns não conseguiram chegar a vida de adolescente, pois com a precariedade da época, muitas doenças não tinham cura. Enfim, todos que estão aqui hoje vivos, são pessoas honestas, bem sucedidas e cada um com sua família criada. Tudo graças a grande batalha de meus avós nas épocas difíceis.
Mais como a idade esta avançada, essa semana..alguns dias depois da seu aniversário, ela começou a passar mal, com falta de ar..e para ajudar, ela esta com uma costela quebrada de uma das quedas que ela teve mês passado (ela já caiu muiiiiiiiiiitas vezes).
Quarta feira as 5h da manha, ligaram aqui em casa para falar que ela estava passando mal e estava na ambulancia a espera de uma vaga em algum hospital. Ficamos até as 6h da amanha, e nehum hospital tinha sequer uma vaga na emergencia, isso que é pelo convenio. Depois meu tio disse que ela estava na ambulandia desde as 2h da manhã. Não sei o que acontece nesses hospitais. Até que conseguimos uma vaga na cruz vermelha. Ela ficou 2 dias na UTI, e ontem ela saiu e foi para o quarto. Fomos visita-la, e deu aquele aperto no coração de ve-la. Ela está fraquinha, mais sempre com aquele sorriso no rosto. A obatian, sempre cuidou de mim, desde pequena, me dava almoço quando nao podia ficar com a minha mãe, me dava bronca quando fazia algo de errado, morou com a gente no Japão por 3 anos e meio e sempre forte.
Agora bate aquele medo de perde-la. Sinto o cansaço em sua respiração e em seu olhar. Mais a alegria em seus olhos de ver seus filhos e netos reunidos ao seu redor.
Obatian, todos nós te amamos e sempre iremos te amar. Guenki de itte kudasai - (fique bem, por favor)